No fundo, acha isso mesmo?/O que você vê?

setembro 06, 2006

Poema mal acabado

A criação de cenas bate na porta do meu pensamento. Tento recusar seu convite, mas ela insiste em entrar. Permito que isso aconteça?
Enquanto isso espero o sono chegar.
Ligo e desligo o abajur.
Clareia minhas idéias;
Ilumina o meu sentir.
A emoção que ora procura saltar do peito;
Inexplicável sensação de agir.
Ouço a mesma música inúmeras vezes.
À noite é que nos encontramos.
No escuro do quarto tentamos decifrar antigas palavras, antigos desejos.
Lembra do teu presente. Do teu segredo. Teu tesouro escondido.
Joga fora seu medo.
Tenta você fechar os olhos...
Acreditar...que ainda e sempre possamos acreditar.
Repara naquela criança. Cuida dela para que seja um adulto refletido de sonhos.
Vou entrar no carrossel do espaço. Aviso-te quando for descer.
Quando vem a inspiração corre atrás de uma caneta.
É desordenando que se espera a formação.
Simples sofisticado.
Gosto da discrição...
Não se lembre de ter ouvido que as pessoas são substituíveis. Guarde-as quem ama dentro de você.
A maturidade corre o risco de vir acompanhada por pequenas porções de amargura. Esqueça seus resquícios.
(Sabe o que que é?) Perguntaram-me certa vez como é que se descarrega um coração.
Acho que ainda não sei fazer isso.
Não quero fazer da palavra saudade um costume diário. Mas que às vezes uma invasão ocorre em nossa alma, isso é inegável.
Carregar a afirmação de que no final só podemos contar com nós mesmos?
Desperdício e desgaste. É melhor não dar crédito a isso.
Enfeita e inventa.
Junta os pedaços. Constrói o infinito.
Tento responder agora...Não se descarrega um coração!
O Homem é feito de lembranças, pequenos pedaços de vida.
No dia em que não tiver mais nada dentro dele, ele terá deixado de existir.
E o coração por si próprio vai selecionar o que quer ter em seu interior e o que não quer.
Será que é simples assim?
Apaga a luz...que amanhã tem mais.

CX.
18/08/2006

setembro 04, 2006

Mistério. Cada vez mais incomum, causa da ilimitada curiosidade humana. O mistério da descoberta a cada dia. O pé na estrada e a cabeça nas nuvens. Do deixar acontecer. Da tentativa de não errar mais. Da coragem de enfrentar o medo. Céu estrelado. Da luta contra o receio. E a lua expondo sua forma pra completar o cenário. O não-obscuro. Simples. Simplidade. Ausência do ci sim. Sintonia com a felicidade. Assim ficou. E a música tocando lá longe. Junto com o brilho no olhar 'sonhando com o sonho' do possível. Pois quem disse que sonhos são impossíveis? De fundo a sábia conclusão publicada de que "nos tornamos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos"... Fechando as cortinas...com a certeza de que o "essencial é invisível aos olhos...pois só se vê bem...com o coração..." O aceno ao fundo da espontaneidade de uma criança...e um pequeno príncipe...despertando dentro de cada um de nós.

escrito algum dia desses...
CX.